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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
A extraordinária arte da escolha no acto da compra.
É cada vez mais complicado viver neste mundo digitalmente moderno.
Se ainda ontem telefonávamos uns para os outros através de um aparelho pesado, preto e com 10 buracos numa circunferência móvel, hoje...
- Boa tarde, quero comprar um telemóvel!
- Muito bem, caro cliente. Tem alguma necessidade específica?
- Sim, telefonar...
- Posso indicar-lhe um modelo com sistema operativo Android?
- Pode.
- Ora aqui está um, mas vai na versão 2.1. A 2.2 está mesmo a saír.
- E por aí adiante, não é?
- Sim. Pode também optar pelo sistema proprietário da Blackberry.
- Mhhhh...
- Ou então os Nokia. Eles usam um sistema também próprio, o Symbian.
- Não gosto de Nokias.
- Pode então esperar um mês, pois vão ser lançados terminais com o Windows 7?
- Tive um com Windows 6.1 e não gostei.
- Pode sempre escolher um iPhone, é fantástico e totalmente diferente.
- Não pago 1000 euros por um telemóvel....
- Bom, tem todos os outros disponíveis, com interfaces de cada marca, uns touch, outros com teclado qwerty ou muitos outros mais simples. Temos também terminais com dois cartões sim, uns musicais, outros com grandes aptidões fotográficas...
- Olhe, vou pensar. Obrigado.
Fora da loja, retirei o actual do bolso. Olhei-o bem. Ainda é bonito, tem um ano. Possui leitor de música, câmara fotográfica, AGPS, Wifi, Bluetooth...
Mas porque carga de água entrei no estabelecimento?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
cento e vinte e um
Tentei, sem êxito, não me preocupar com prendas natalícias. E por variadíssimas razões. A primeira é o estado sofrível da conta bancária, a segunda o cada vez maior número de participantes, a terceira todo o folclore e carnaval consumista que ataca tudo e todos e a quarta a total falta de paciência para encarar filas de mau humor e correrias desenfreadas para conseguir a última embalagem de um qualquer produto apadrinhado pela tv. Nunca gostei do Natal que é, quanto a mim, uma obrigação. E como não gosto de ser obrigado a fazer o que não quero, fico totalmente confundido nesta quadra, ciente que os meus próximos desejam a minha presença, os meus não próximos desejam votos e os meus mais longínquos choram saudades por sms ou videoposts. Desde há uns anos a esta parte, encaro-o não como um frete com dia e hora marcada, mas com mais suavidade e até algum divertimento. Toda a minha vida foi passada em algumas casas e com famílias que não a minha, pela única razão que lá em casa o meu pai tinha outros afazeres na noite da consoada, como por exemplo, ganhar algum dinheiro extra que servisse para mimar os empregados com mais um reforço. A minha mãe, pouco ou nada religiosa, assumia a noite como mais uma do ano e só durante a manhã e almoço do dia 25 é que se cheiravam os presentes e os... ausentes. Celebrei assim muitos natais infantis e juvenis e, conforme a vida nos ensina, passei depois a frequentar casas de namoradas cujas famílias levavam e levam ao pormenor toda esta tradição. Na verdade, nunca me senti um outsider e é com grato prazer que recebo convites das ex-famílias que me têm em boa conta e me passaram a tratar por primo em vez de futuro-qualquer-coisa.
Mas este ano a situação é ainda mais difícil pois passei a ser outra vez um futuro-qualquer-coisa paralelamente a primo oficial e oficioso, sobrinho, padrinho e quejandos. Como, então, descalçar a bota?
Olhei em redor, pesquisei, wikidipei e finalmente percebi o que tantas botas de pai natal fazem penduradas nas lareiras ou paredes ou portas... são o calçado de muita gente que, tal como eu, não pode sub-dividir-se molecularmente.
De repente dei por mim a tentar comprar botas de pai natal em filas intermináveis de gente com mau humor e numa correria desenfreada até à prateleira do linear que vende estas vestes específicas.
Estou cansado...
Mas este ano a situação é ainda mais difícil pois passei a ser outra vez um futuro-qualquer-coisa paralelamente a primo oficial e oficioso, sobrinho, padrinho e quejandos. Como, então, descalçar a bota?
Olhei em redor, pesquisei, wikidipei e finalmente percebi o que tantas botas de pai natal fazem penduradas nas lareiras ou paredes ou portas... são o calçado de muita gente que, tal como eu, não pode sub-dividir-se molecularmente.
De repente dei por mim a tentar comprar botas de pai natal em filas intermináveis de gente com mau humor e numa correria desenfreada até à prateleira do linear que vende estas vestes específicas.
Estou cansado...
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
dezanove
Sou mesmo um fraco. Dou por mim a quebrar promessas, só porque tenho a desculpa que a coisa não está fácil e porque me surge uma dúvida que eu esperava não ter que sentir novamente.
Não é pela dúvida que quebro essas tais promessas mas é pela aposta que não teria mais dúvidas.
Pois tenho.
E que bem que sabe.
Não é pela dúvida que quebro essas tais promessas mas é pela aposta que não teria mais dúvidas.
Pois tenho.
E que bem que sabe.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
dezasseis
Hoje falei com uma amiga de infância através do facebook. Um intervalo com 20 anos que me reforça a idade e obriga a visitar memórias naquela arca ali do fundo cheia de pó.
O facebookar com alguém dessa altura transporta-me imediatamente para a namorada, que era a melhor amiga desta pessoa, os jantares, a romaria diária pelo BA, a vivência de uma certa movida lisboeta, a noção de conquista, de aventura, de progresso, de objectivos e de loucuras.
É bom relembrar os meus melhores anos. Meus e nossos.
O facebookar com alguém dessa altura transporta-me imediatamente para a namorada, que era a melhor amiga desta pessoa, os jantares, a romaria diária pelo BA, a vivência de uma certa movida lisboeta, a noção de conquista, de aventura, de progresso, de objectivos e de loucuras.
É bom relembrar os meus melhores anos. Meus e nossos.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
cinco
Estou à espera dessa tal paz que vem com o acumular da idade. E da paciência também. Mas ou sou diferente dos demais ou houve qualquer coisa que se partiu pelo caminho.
A meada perdeu o seu fio, só pode. É que não tenho pachorra para repeats e nesta vida raramente se sai de um loop.
A meada perdeu o seu fio, só pode. É que não tenho pachorra para repeats e nesta vida raramente se sai de um loop.
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