quinta-feira, 3 de setembro de 2009

oitenta e cinco

Teleespectei (de teleespectador com ou sem hífen que hoje em dia já não percebo nada disto) o programa tv2 "curtas e tal" de hoje. Nele surgiu uma longa apresentação sobre o novo filme do Miguel Gomes que se intitula "a cara que mereces" ou similar, pois não me apetece de todo ir googlar a info. Ora o plot é atrevido com um pózinho de originalidade (a atirar para elementos Gillianescos e familiares modernos), ritmado q.b. e deverá ser marinado hora e meia antes de servir com um happy-end pouco normal para uma película portuguesa. Pois até me divertiu e encheu de curiosidade. Mas, e há sempre um mas, não entendi porque carga de água é que metade da apresentação foi dada em francês. Depois, quando parecia que já tinha terminado, surgiram mais cenas em português o que me fascinou ainda mais, pois e olá, temos uma apresentação bilingue!
Enquanto pensava nesta dualidade e injuriava o autor que apostou numa lingua morta em vez de na já admitida por todo o mundo como oficial, eis que percebo que o som enquanto francófono se percebia na perfeição ao contrário dos ruídos estranhos provocados pelas vozes dos autores quando falaram o português. E isso sim, concentrou-me as atenções. Mas porquê??? Será que os técnicos eram franceses e dos bons? Será que o microfone ainda estava novo? Será que será? Mas porque carga de água (H2Oh para mencionar o jPod) o som dos filmes portugueses é quase sempre uma imensa cacofonia de má qualidade? Não é dos actores, pois quando falam inglês ou francês soam bastante bem. Portanto só pode ser dos técnicos de som. Ou dos Nagras. Ou da fita magnética já muito gasta. Ou do material muito usado. Alguma coisa tem que ser. Mas bolas, numa época em que existe material de captação bom e barato, isto não deveria ocasionar um post. E o problema é que deixei de ter vontade de ir gastar dinheiro e ver um filme nacional.

6 comentários:

Anónimo disse...

Para quem não entende ou sequer fala/escreve correctamente o português é perfeitamente compreensivel a falta de entendimento. Já não esperamos, obviamente, a compreensão. Pobre alma!

maria teresa disse...

Estou em sintonia consigo, e fico a saber pelo comentário anterior que também devo ser uma pobre alma. Antes uma pobre alma do que uma alma pobre! Livra!

Quase nos 50 disse...

Ficamos sem saber porque motivo quando a língua é a portuguesa o som é péssimo.......pelo nobre comentarista anónimo percebe-se que há uma razão muito válida para tal facto....mas esqueceu-se de a explicar aqui a estes pobres mortais com alma!
Subscrevo a 200% a opinião de não gastar nem um cêntimo com filmes portugueses...afinal já os estamos a financiar através do Ministério da Cultura!
Um abraço

volteface.book disse...

eu ainda não entendi se o anónimo está a gozr comigo ou com a situação...

Anónimo disse...

Com a situação. Não gozo com pessoas que não conheço.

volteface.book disse...

Pois pode então esclarecer o ponto de vista?