terça-feira, 1 de dezembro de 2009

cento e quinze

Gosto de ser naif. Adoro ter a liberdade de olhar uma pintura e dizer que gosto ou não gosto sem ser subjugado pelo conhecimento técnico e teórico. O mesmo se aplica aos vinhos: quando bebo um bom, é porque o é! Quero lá saber se é touriga nacional, se vem do Douro, se foi conseguido em cascos de carvalho ou se a cortiça é do Amorim. O mesmo se aplica à comida: tanto aprecio uma boa orelha de porco à coentrada como o mais delicioso bife tártaro. Desde que esteja bom, digesta-se com agrado.

Mas, por outro lado, admiro a originalidade de um Dali, a pujança de um Pollock, o realismo de um Renoir, a abstracção de um Rothko ou a loucura pop de um Basquiat. Prefiro um espectacular Glória (que é exportado na sua quase totalidade) à fama de um Barca Velha. Adoro degustar o que os melhores chefs apresentam, inspeccionando a arte da apresentação e a sua relação com o palato.

Quem sou eu afinal?

4 comentários:

maria teresa disse...

Um homem que sabe viver!
Bj

DomGaston disse...

Ai que bem que me xabiam uns couratos com teobar...

volteface.book disse...

Maria Teresa, quem me dera :)

volteface.book disse...

DomGaston, uélcome!!!!!!