quarta-feira, 26 de agosto de 2009

oitenta e dois

Sempre gostei do faz de conta. É, aliás, uma gentil e responsável arte quando se conheceu a sorte de ter sido bem educado pelos educandos e pela vida. Quando se tem dinâmica e reflexos rápidos, demonstra-se alguma lentidão para que os que nos acompanham não fiquem prejudicados. Quando se tem predicados e inteligência, evita-se falar de assuntos que mereceram longo estudo e interesse. Quando se tem dinheiro faz-se com que ele seja generoso e nunca obrigue outrém a fazer ginástica. E quando se tem hipótese, defendê-la como se nada fosse é apenas um verbo durante o dia.

Depois há o contrário: quando se tem alegria abunda-se-la no espaço, quando surge a tristeza afugentamo-la solitariamente e quando não se tem paciência apenas terminamos a situação mais cedo, sempre com um sorriso e sempre com um “até amanhã”.

A vida é deste modo tão mais fácil. E é por isso que se tem amigos com 30 anos de cumplicidades e recebemos os novos de braços abertos e sorriso galhardo.

Não é preciso ser valente nesta vida. Apenas ser humano é quanto basta. E isso devo-o totalmente aos meus pais e à sorte que foi ter sido mimado na vida por pessoas que conheceram a mesma fortuna que eu.

Um sorriso quanto baste, basta.

4 comentários:

maria teresa disse...

Como concordo consigo!
Sou por natureza uma pessoa muito alegre e extrovertida, sinto que esse modo de estar na vida me tem trazido e dado aos outros, bocadinhos de felicidade.
:):):)

Quase nos 50 disse...

Eis uma simples descrição do lema "viver e saber viver".
É bom que ainda existam pessoas que sabem viver e que possuem esse raro dom de compreender o seu semelhante.
Está de parabéns por ter sido um bom aluno ;-)
Um abraço

volteface.book disse...

Maria Teresa, estamos no caminho certo!

volteface.book disse...

Quase nos 50, até fiquei ruborizado :)