domingo, 9 de agosto de 2009

setenta e quatro

O país está de luto por causa do desaparecimento de um grande humorista e pelo que toda a gente que privou com ele garante, um grande e bom homem.
Seguem-se as homenagens, as palavras, as entrevistas, os especiais, a gula e a chico-esperteza.
Enquanto o Raúl Solnado esteve vivo, lutou como poucos pela sua profissão, ajudou muita gente, conseguiu por milagre fazer a Casa do Artista, era amigo do seu amigo e amigo de quem mostrava que até queria ser amigo. Enquanto esteve vivo sofreu a bom sofrer para conseguir dignidade e atenção para os autores e actores. Enquanto vivo lutou contra o abandono de teatros, pela melhoria das condições de trabalho e tantas mais coisas. Poucos lhe ligaram e ajudaram, principalmente aqueles que têm o poder nas mãos. Agora são esses que estão na primeira fila para dizer um último adeus. É a triste sina dos portugueses que são diferentes dos engravatados. Têm que morrer para serem levados a sério.

4 comentários:

Quase nos 50 disse...

É a imagem do país: oportunismo q.b.
Um abraço e como dizia o Raul "faça o favor de ser feliz!"

@me@@@ disse...

é bem verdade aquilo que escreves... um país de gentinha pequenina!!!


:-)

volteface.book disse...

Quase nos 50, uma bela frase vinda de quem realmente o tentou.

volteface.book disse...

@me@@@, enfim...